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Negócio 30/10/2019

3 Vilões da Gestão de Custos Hospitalares

A gestão de custos hospitalares tem muitas particularidades e não deve ser tratada como aquela feita em outros tipos de negócio. As diferenças são muitas e se estendem inclusive às possíveis falhas operacionais e estruturais, que podem afetar diretamente o funcionamento das instituições de saúde.

Para realizar um gerenciamento eficiente em termos de finanças no segmento da saúde, é importante conhecer os gargalos com os quais a administradora deve lidar e, assim, trabalhar com foco em soluções mais assertivas. Veja alguns deles neste artigo!

1. Falta de cuidado com os custos indiretos

Quando falamos da gestão de custos hospitalares, é possível dividir os gastos em diretos e indiretos.

Os diretos são aqueles cuja identificação pode ser feita diretamente pela mensuração do produto ou serviço. Seja por meio de quantidade de consumo ou número de atendimentos, é possível ter o número exato e calcular facilmente os valores.

No caso dos indiretos, essa mensuração não é totalmente possível, pois não há uma relação direta entre eles e os produtos ou serviços. É o caso da energia elétrica, por exemplo, ou do consumo de água — recursos cuja utilização não necessariamente estará ligada a um procedimento ou produto específico.

A falta de controle e análise dos custos indiretos é um grande problema para a gestão hospitalar. É importante registrar e verificar possíveis aumentos, buscando sempre identificar variações antes de simplesmente aceitá-las e realizar o pagamento das despesas.

2. Gestão ineficiente de contratos com fornecedores

No setor da saúde os contratos entre fornecedor e instituição podem durar muitos anos. Por isso é importante, para uma boa gestão de custos hospitalares, trabalhar de maneira eficiente desde a escolha do fornecedor até a relação entre as partes em longo prazo.

Por ser um contrato de maior duração, o custo-benefício é essencial — até mesmo para garantir um bom índice de saving. É importante também atentar-se para possibilidades de descontos e fazer verificações periódicas dos valores, ampliando a economia pela redução dos custos fixos e otimizando o orçamento.

3. Ausência de controle sobre a demanda por parte da gestão de custos hospitalares

São muitos os produtos necessários para um atendimento completo em uma instituição de saúde. Desde a agulha esterilizada até as macas e camas, é crucial que o hospital possa contar com todos os insumos, pois a falta de um ou mais deles pode impedir totalmente o atendimento em diversas áreas.

Por isso é de extrema importância que haja um controle rígido sobre os gastos relativos à compra dos materiais, bem como da demanda, e equilibrar isso é dever da gestão de custos hospitalares.

Uma boa ideia para evitar gargalos nesse quesito é apostar em sistemas de gestão, assim é possível garantir um controle mais estável e claro de todas as necessidades do hospital, evitando a falta de materiais que poderiam defasar o atendimento aos pacientes.

Para mais artigos, confira o blog da Supergasbras!